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Dunga e seu desafio



Copa do Mundo perdida, mal futebol mostrado, Parreira de malas prontas e uma grande necessidade de renovação.
Essas foram algumas das condições que Dunga pegou a Seleção Brasileira.

Tarefa nada fácil, quanto mais para um ex-jogador sem experiência nenhuma como técnico de futebol.

2006

Em sua estréia, 16 de Agosto de 2006, Brasil 1×1 Noruega.
Um placar que já foi enchendo o torcedor brasileiro de desconfianças.
Noticiários e jornais falando mal de sua estréia foi o que não faltou, principalmente pelo futebol feio que foi mostrado.
E contra quem seria o próximo amistoso? Ela, o rival eterno, a Argentina.
Ao contrário de antes, a expectativa para esse jogo era de medo. Medo de jogar o mesmo mal futebol apresentado contra a Noruega e passar vergonha diante de seu maior rival.

03 de Setembro de 2006, Brasil 3×0 Argentina.
Um placar ótimo, e um futebol até bonito, tirando o fato de a Argentina não ter jogado nada.

E 2006 não foi dos melhores anos da vida de Dunga.
Apesar de bons resultados no papel (Brasil 1×1 Noruega, Brasil 3×0 Argentina,Brasil 2×0 País de Gales, Brasil 4×0 Kuwait, Brasil 2×1 Equador e Brasil 2×1 Suíça) o futebol não convencia. A seleção apresentava na maioria das vezes um futebol feio, mal jogado e principalmente: Sem raça.

2007

Entra 2007, e com derrota.
Brasil 0x2 Portugal.
Jogo feio de se ver, principalmente pra torcida brasileira.
Futebol mal jogado, erros de passe…Totalmente diferente do futebol mostrado pelo Brasil ao longo da história.
E foi-se Dunga, destino à Copa América.
Como sempre com amistosos de futebol duvidoso, como o mostrado no jogo Brasil 0x0 Turquia.

Na Copa América, a redenção.
Apesar da má estréia (Brasil 0x2 México) e do sufoco contra o Uruguai na semi-final (Vitória nos penaltis), o Brasil vence a Argentina na final por 3 a 0, jogo marcado pela raça e pela vontade dos jogadores, destaque para Julio Baptista, autor do primeiro gol.

No início das Eliminatórias, um tropeço, 0 a 0 contra a Colômbia, coisa que o torcedor teria de se acostumar.
Depois, uma vitória de 5×0 no Equador, 1×1 com Peru e 2×1 no Paraguai, fechando o ano de 2007.

2008


O início de 2008 talvez tenha sido o pior momento de Dunga na seleção.
Duas vitórias secas de 1 a 0 sobre Irlanda e Suécia, uma vitória sofrida de 3 a 2 sobre o Canadá, derrota de 2 a 0 para a Venezuela (talvez a mais frustrante) e empate de 0 a 0 com a Argentina, em casa, com direito a gritos de “burro”, “Adeus Dunga”…
Empates de 0 a 0 com Bolívia e Colombia ajudaram também a rechear o prato de
indignação da torcida com seu técnico.
Até que, quando tudo parecia perdido…

19 de Novembro de 2008, Brasil 6×2 Portugal.
Uma vitória convincente, pra dar moral, pra calar a boca de muitos (como eu) que falavam que a seleção brasileira tinha deixado de ser potência de respeito no futebol mundial e para fechar 2008 com um pingo de esperança, de que o Brasil de Dunga pode sim, ser um bom time.

2009

Entra 2009.
Torcida com esperança, com aquele espírito de antes das recentes derrotas frustrantes (como a Copa de 2006 e a derrota pra Venezuela).

10 de Fevereiro de 2009, Brasil 2×0 Itália.
De lá pra cá, finalmente o Brasil de Dunga embalando.

Apesar de um empatezinho de 1 a 1 com o Equador (na casa deles, diga-se de passagem), 3 a 0 no Peru e 4 a 0 neste sábado no Uruguai carimbam a boa fase da seleção de Dunga.

Histórico razoável, para um treinador razoável, porém confiante.
Apesar das más fases que enfrentou, nunca deixou o discurso confiante, a vontade de vencer dos tempos de jogador.
Talvez ele não seja o técnico adequado para o país do futebol mais bonito e vistoso do planeta, mas a raça e persistência que ele tem tido, mesmo que despercebida, se identifica ao povo brasileiro, lutador e guerreiro.
Hoje, teremos um jogo contra o Paraguai.
O Brasil tem a chance de se isolar na liderança das Eliminatórias, fato que poucos técnicos da seleção conseguiram.
Espero que tudo dê certo, o Dunga merece.
Aquela frase: “Eu sou brasileiro e não desisto nunca” se encaixa perfeitamente com ele. Um treinador que não desistiu, apesar de várias declarações polêmicas e várias turbulências em sua pequena carreira de técnico da maior e melhor seleção de futebol do mundo.

Força Dunga, força seleção brasileira!

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